10 exemplos de campanha imobiliária no mesmo formato (objetivo, público, oferta, canal, criativo, verba de R$ 500 a R$ 2 mil e como medir), mais o custo do lead em 2026 e o destino do lead.
Campanha imobiliária é uma ação de divulgação com começo, fim, um objetivo só e um número que diz se deu certo: vender as unidades de um lançamento, alugar o que está vago, captar imóvel num bairro, reativar quem parou de responder. Publicar um imóvel por dia e torcer não é campanha.
Este guia traz 10 exemplos de campanhas imobiliárias no mesmo formato: objetivo, público, oferta, canal e criativo, verba de referência e como medir. A maioria roda com R$ 500 a R$ 2 mil de mídia, o que uma imobiliária de cinco corretores separa sem apostar o mês.
Antes deles, a estrutura que toda campanha repete. Depois, quanto custa o lead em 2026, a conta de custo por visita e por proposta, e o erro que mais queima verba: campanha sem destino.
A escolha entre os canais, com custo e prazo de retorno de cada um, está no guia de marketing imobiliário, do qual este post é um desdobramento.
O que é uma campanha imobiliária (e o que é só um post solto)
Uma campanha tem cinco coisas que um post não tem: prazo, objetivo único, oferta, público definido e um número pra fechar. Falta uma delas, é publicação, e publicação não se avalia, só se repete.
Três semanas, 12 apartamentos de dois quartos até R$ 400 mil, condição válida até o dia 30, anúncio num raio de 5 km, meta de 20 visitas. No fim, uma conta: quanto custou cada visita.
Foto do imóvel com "oportunidade" na legenda, R$ 50 de impulsionamento pra "todo mundo da cidade", sem prazo e sem destino. No fim, curtidas, e ninguém aprende nada.
Publicidade imobiliária é o guarda-chuva: anúncio, placa, portal, post, panfleto. A campanha é o recorte com prazo e meta dentro dele. E campanha imobiliária criativa não é a de arte mais bonita: é a que tem oferta e destino.
A estrutura de qualquer campanha imobiliária: os 6 blocos
Todo exemplo deste guia usa os mesmos seis blocos. Se você preenche os seis numa folha antes de gastar o primeiro real, a campanha existe.

| Bloco | A pergunta que ele responde | Exemplo em uma linha |
|---|---|---|
| Objetivo | O que precisa ter acontecido no último dia? | 20 visitas agendadas em 3 semanas |
| Público | Quem vai ver, e quem não vai? | Moradores num raio de 5 km, 28 a 55 anos, que já pesquisam imóvel |
| Oferta | Por que agir agora, e não mês que vem? | Documentação por conta do vendedor nas propostas até o dia 30 |
| Canal | Onde o público está, e onde ele responde? | Meta com clique pro WhatsApp, mais a base do CRM |
| Criativo | O que a pessoa vê em 2 segundos? | Vídeo de 15 s do imóvel, bairro e preço escritos na arte |
| Medição | Qual número fecha a campanha? | Custo por visita realizada, comparado com a comissão média |
Os que mais faltam são o primeiro e o último: objetivo vago e medição inexistente transformam verba em post caro. E oferta não é só desconto: prioridade de escolha ou condição de pagamento já dão motivo pra agir agora.
10 exemplos de campanha imobiliária pra copiar
Os dez seguem o mesmo formato, de propósito: dá pra comparar verba e resultado. A verba de referência é só mídia, pensada pra cidade média em 2026; em capital pode custar o dobro. Nenhum é de cliente real.

1. Campanha de lançamento imobiliário
Pra quem vende unidades de construtora parceira e precisa chegar ao lançamento com lista pronta, não com plantão vazio.
40 a 80 interessados em 3 semanas. Raio de 10 km, 28 a 55 anos, mais quem abriu ficha de imóvel novo no seu site.
Prioridade na escolha de unidade e tabela de pré-lançamento. Meta com formulário nativo ou clique pro WhatsApp. Vídeo de 20 s do decorado, com planta, bairro e preço na arte.
R$ 1.500 a R$ 2.000 em 3 semanas. Custo por lead e quantos da lista apareceram no dia.
2. Feirão ou plantão de fim de semana
Concentra visitas num sábado: 10 a 20 imóveis com condição válida só naquele dia, no modelo do plantão de vendas imobiliário.
15 a 30 visitas num fim de semana. Leads do CRM dos últimos 90 dias na faixa dos imóveis, mais um raio de 5 km em torno de cada um.
Condição do dia negociada antes com cada proprietário (documentação por conta do vendedor, entrada parcelada). WhatsApp pra base 7 dias antes e Meta com clique pro WhatsApp. Carrossel com imóvel, preço e horário.
R$ 500 a R$ 800 de mídia, mais café e brinde. Visitas realizadas e propostas até domingo à noite.
3. Carteira parada: o imóvel que ninguém visita
Imóvel sem visita há mais de 90 dias (critério interno, ajuste ao giro da sua praça) não precisa de outro anúncio igual: precisa de um motivo novo.
Visita pros 5 imóveis mais parados. Quem abriu a ficha no site sem contato (remarketing) e leads do CRM da mesma faixa e região.
Preço revisado com o proprietário ou condição nova: aceita financiamento, permuta, mobília fica. Remarketing no Meta e mensagem pra base. Foto nova (a antiga já foi vista) e o preço atualizado na arte.
R$ 300 a R$ 600 por lote de 5 imóveis, em 2 semanas. Visitas por imóvel e proposta recebida.
4. Campanha de captação de imóveis
A única da lista que fala com quem vende. Em praça disputada o gargalo é estoque, e a rotina de captação de imóveis rende mais com uma campanha por trás.
5 a 10 imóveis novos por mês. Moradores de 2 ou 3 bairros-alvo, 35 anos ou mais, e quem pesquisa "quanto vale meu apartamento" ou "vender casa" mais o bairro.
Avaliação gratuita com relatório de preço e plano de divulgação. Google nos termos de venda, Meta por bairro e placa. Imóveis vendidos na região, com tempo médio real, sem prometer prazo.
R$ 800 a R$ 1.500 por mês, contínua. Custo por imóvel captado e quantos venderam em 6 meses.
5. Indicação de cliente
Cliente satisfeito indica de graça. A campanha só organiza o pedido, o momento e a recompensa.
2 a 4 indicações por mês. Quem fechou compra ou locação nos últimos 24 meses e os proprietários da carteira.
Recompensa simbólica por indicação que fecha (vale-presente, jantar, um mês de condomínio), nunca parte da comissão: intermediar imóvel é atividade de corretor inscrito, pela Lei 6.530/78. WhatsApp e e-mail, com mensagem pessoal.
R$ 0 de mídia; R$ 200 a R$ 500 por fechamento. Indicações recebidas e fechadas, com a origem marcada.
6. Retomada de leads frios
Lead de seis meses atrás não morreu: só saiu da fila. É a mais barata da lista e a que menos gente roda.
Reabrir 10% das conversas paradas. Leads do CRM sem interação há 90 dias ou mais, com faixa e região registradas.
Dois imóveis novos na faixa dele e a pergunta direta: ainda está procurando? WhatsApp ou modelo aprovado na API oficial. Mensagem curta, com nome e motivo.
R$ 0 a R$ 300, o custo dos modelos na API. Taxa de resposta e visitas reativadas.
7. Sazonal: fim de ano e volta às aulas
Dois picos previsíveis: em dezembro entra o 13º e vale o "ano que vem em casa nova"; em janeiro e fevereiro, a família quer morar perto da escola.
Leads acima da média do ano. Famílias com filhos em idade escolar num raio das escolas e quem planeja mudar em janeiro.
Imóveis a poucos minutos das escolas, com o mapa e o tempo de deslocamento na arte, e locação com contrato começando em janeiro. Meta e Google ("apartamento perto da escola" com o nome dela).
R$ 600 a R$ 1.200 em 4 a 6 semanas. Custo por lead e visitas comparados com um mês comum.
8. Bairro ou região: dominar dois bairros, não a cidade
Em vez de anunciar pra cidade inteira, virar a imobiliária de dois bairros. Com o tempo deixa de ser campanha e vira posicionamento.
Ser a imobiliária de que o morador lembra ao vender ou alugar. Moradores dos bairros e quem pesquisa o nome do bairro com "apartamento" ou "casa".
Guia do bairro (preço médio, ruas, escolas, comércio) e imóveis vendidos e disponíveis ali. Google no termo do bairro, perfil da empresa no Google, placa e uma série no Instagram do corretor.
R$ 500 a R$ 1.000 por mês, contínua. Leads e captações vindos do bairro, mês a mês.
9. Locação: zerar a vacância
Imóvel vago custa ao proprietário todo dia. Campanha de locação pede resposta em minutos e a resposta à primeira pergunta do inquilino: quanto sai por mês.
Alugar em até 30 dias o que está vago há mais de 30. Quem procura aluguel num raio de 5 km de cada imóvel.
Carência ou desconto no primeiro mês, negociado com o locador, e garantia flexível (o comparativo de garantias de aluguel ajuda a escolher). Meta com clique pro WhatsApp e Google em "aluguel" mais o bairro. Vídeo de 20 s e o valor total, com condomínio e IPTU.
R$ 300 a R$ 600 por imóvel ou lote. Dias até alugar e custo por locação fechada.
10. Pós-venda: o cliente de hoje é o proprietário de amanhã
Quem comprou hoje vende daqui a cinco anos e conhece dez pessoas que vão mudar antes disso. Quase ninguém mantém contato depois da chave.
Ficar na memória de quem já fechou. Compradores e locatários dos últimos 3 anos e os proprietários da carteira.
Aviso útil e pessoal: vencimento do IPTU, o reajuste do contrato já calculado na calculadora de reajuste de aluguel, avaliação anual gratuita. WhatsApp e e-mail, um contato a cada 2 ou 3 meses, sem arte.
R$ 0 a R$ 200 por mês. Indicações e imóveis captados de ex-cliente ao longo do ano.
Quanto custa uma campanha de marketing imobiliário e como medir
Não existe índice oficial de custo por lead no setor. Levantamentos de agências e consultorias de mídia publicados em 2026 convergem em faixas parecidas, e a sua praça pode ficar fora delas.

| Canal | Como cobra | Faixa de referência para imóveis (2026) | O que muda a conta |
|---|---|---|---|
| Google, rede de pesquisa | Por clique, em leilão | Clique entre R$ 4 e R$ 15; lead entre R$ 80 e R$ 200 | Termo genérico de capital custa mais; bairro custa menos. Lead mais quente |
| Meta (Instagram e Facebook) | Por resultado, em leilão | Clique entre R$ 2 e R$ 7; lead entre R$ 40 e R$ 150 | Lead mais barato e mais frio; o criativo cansa em poucas semanas |
| Base própria, indicação e pós-venda | Tempo da equipe e recompensa | Custo de mídia perto de zero | Depende de origem registrada e de alguém lembrar de fazer contato |
As faixas vêm de três levantamentos brasileiros publicados entre fevereiro e junho de 2026 e servem pra desconfiar de proposta, não como meta. Pra montar a campanha de mídia em si, vale o guia de tráfego pago para imobiliária.
O custo por lead é só o primeiro degrau. A conta que decide se a campanha se paga desce mais dois:
- Custo por lead: R$ 1.000 de verba com lead a R$ 50 dão 20 leads.
- Custo por visita: se 4 desses 20 visitam, cada visita custou R$ 250.
- Custo por proposta: se 1 visita vira proposta, a campanha pagou R$ 1.000 por proposta. Compare com a comissão média por negócio: é isso que diz se vale repetir.
Os percentuais são ilustrativos; os benchmarks por etapa estão no post de funil de vendas imobiliário. A regra não varia: campanha se julga no último degrau, nunca no primeiro.
O destino da campanha: o lead chegou, e agora?
O erro mais caro em campanha imobiliária não está no anúncio. Está depois do clique: o lead cai num WhatsApp que ninguém olha à noite, num formulário que vira e-mail, ou na home do site, onde precisa achar de novo o imóvel.
Anúncio de um imóvel leva pra ficha daquele imóvel, com fotos, valor total e botão de contato. Nunca pra home.
Os anúncios com clique pro WhatsApp abrem a conversa direto do Instagram e do Facebook. Só funcionam com alguém, ou algo, respondendo em minutos.
Lead de formulário nativo entra no sistema na hora, com a origem gravada e um responsável. Formulário que vira e-mail é lead esfriando.
A primeira resposta decide mais do que o criativo: quem procura imóvel escreve pra três ou quatro anúncios na mesma tarde e segue com quem respondeu primeiro e direito. Um script de primeira resposta para corretor de imóveis tira o improviso. E anúncio rodando à noite e no fim de semana pede plantão ou atendimento automático: verba às 22h com resposta às 9h paga pro concorrente.
Erros que queimam a campanha imobiliária
Os erros de canal (estoque desatualizado, trocar de canal todo mês) estão no guia de marketing. Estes são os da campanha em si, e quase todos acontecem antes de o anúncio ir ao ar.
- Sem data de fim e sem oferta: anúncio que "fica rodando" com "confira nossos imóveis" é post pago. Sem prazo não há urgência; sem oferta, não há motivo.
- O mesmo anúncio pra comprador e proprietário: são públicos, ofertas e criativos diferentes, e a arte que fala com os dois não convence nenhum.
- Mexer todo dia: trocar criativo, público ou verba a cada 48 horas reinicia o aprendizado. A Central de Ajuda da Meta documenta que um conjunto de anúncios precisa de cerca de 50 resultados em 7 dias pra sair dessa fase. Deixe rodar uma semana, aí ajuste.
- Verba pulverizada: R$ 500 entre 10 imóveis dão R$ 50 pra cada, e nenhum acumula dado. Com verba pequena, escolha 2 ou 3 imóveis e concentre.
- Medir por curtida e alcance: sobem com qualquer arte bonita e não pagam comissão. A campanha fecha em visita e proposta.
- Trocar a campanha por lead comprado sem fazer a conta: lead de terceiro tem custo, conversão e concorrência próprios, e comprar leads imobiliários merece a mesma conta de custo por proposta.
Nenhum deles aparece no extrato como prejuízo. Aparece como campanha que "não funcionou" e a conclusão errada de que anúncio não serve pra imobiliária pequena.
Toda campanha desta lista termina no mesmo lugar: uma ficha de imóvel que carrega rápido e um formulário que cai no CRM com a origem marcada. É o que o site para imobiliária da Imobisoft entrega, integrado ao CRM e ao WhatsApp, pra que o lead pago não esfrie na caixa de entrada.
Perguntas frequentes sobre campanha imobiliária
Como fazer uma campanha imobiliária?
Preencha os seis blocos antes de gastar: objetivo com número, público delimitado, oferta com prazo, canal onde esse público responde, criativo com bairro e preço, e a métrica que fecha. Depois escolha um dos dez desenhos, adapte à carteira e rode duas semanas antes de julgar.
Quanto custa uma campanha de marketing imobiliário?
Depende do canal e da praça. Em 2026, levantamentos brasileiros apontam lead entre R$ 40 e R$ 150 no Meta e entre R$ 80 e R$ 200 no Google para imóveis, e campanhas imobiliárias de operação pequena rodam com R$ 500 a R$ 2 mil de mídia.
Qual a melhor campanha pra vender imóvel parado?
A de carteira parada: preço revisado ou condição nova acertada com o proprietário, foto nova, remarketing pra quem abriu a ficha sem contato e mensagem pra leads da mesma faixa. Repetir anúncio, foto e preço cobra de novo pela mesma rejeição.
Campanha imobiliária funciona no Instagram?
Funciona, com duas condições: destino claro (ficha do imóvel ou conversa no WhatsApp, nunca só o perfil) e resposta em minutos. É forte em lançamento, locação e captação por bairro, e fraco com arte genérica de "realize seu sonho" sem bairro nem preço.
Qual a diferença entre campanha imobiliária e publicidade imobiliária?
Publicidade imobiliária é tudo que divulga a imobiliária e os imóveis: anúncio, placa, portal, post. Campanha imobiliária é um recorte disso com prazo, objetivo único, oferta e um número pra fechar.