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Fiador, caução ou seguro fiança?

Toda locação precisa de uma garantia, e a Lei do Inquilinato deixa você escolher entre fiador, caução e seguro fiança. Mas qual sai mais barata? Informe o valor do aluguel e o prazo do contrato: o comparador estima o custo de cada modalidade no período e mostra a diferença lado a lado, sem caixa-preta.

Atualizado em 8 de julho de 2026 Base: Lei 8.245/1991 Sem cadastro
Criada pela Equipe Imobisoft Revisada por Felipe Dias Com base em 3 fontes Atualizada em 8 de julho de 2026
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No mercado costuma ficar entre 8% e 15% do aluguel de um ano, conforme o perfil do inquilino.

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Quanto esse dinheiro renderia se estivesse livre. Padrão: poupança (cerca de 0,5% ao mês). Se você aplicaria em algo melhor, aumente o percentual.

Custo estimado no período Fiador

O fiador tem custo direto zero, mas exige alguém com imóvel quitado. A caução volta pra você no fim; o seguro fiança, não.

Estimativa informativa. O custo do seguro fiança varia por seguradora e perfil; a caução legal fica em poupança e volta ao inquilino.

Este comparador de garantias de aluguel mostra, lado a lado, quanto custa cada modalidade de garantia ao longo do contrato: fiador, caução e seguro fiança. A conta parece complicada porque as três funcionam de formas diferentes: o fiador não custa nada em dinheiro, a caução é um valor que fica parado e volta no fim, e o seguro fiança é um prêmio que você paga e não recebe de volta. A calculadora coloca tudo na mesma régua (o custo no período) para você decidir com número, não no achismo. Para o passo a passo detalhado de cada garantia, veja o nosso guia completo sobre fiador, caução e seguro fiança.

O que é garantia de aluguel e o que diz a lei

Garantia de aluguel é a proteção que o proprietário pede para se resguardar caso o inquilino deixe de pagar o aluguel, as contas ou cause danos ao imóvel. A Lei do Inquilinato (Lei 8.245/1991), no artigo 37, lista quatro modalidades possíveis:

  • Caução: um valor (em dinheiro, bens móveis ou imóveis) dado como garantia.
  • Fiança: a garantia prestada por um fiador, terceiro que se responsabiliza pela dívida.
  • Seguro de fiança locatícia: uma apólice de seguro contratada com uma seguradora.
  • Cessão fiduciária de cotas de fundo de investimento: modalidade rara, quase nunca usada no dia a dia.

Um ponto essencial: a lei proíbe cobrar mais de uma garantia ao mesmo tempo, sob pena de nulidade. Ou seja, o proprietário não pode exigir fiador e caução juntos, nem seguro fiança mais caução. Você escolhe uma. Por isso vale comparar o custo antes de fechar.

As três garantias mais usadas na prática

Na vida real, quase todo contrato usa uma destas três (a cessão fiduciária de cotas é rara). Cada uma tem uma lógica de custo bem diferente:

Fiador (fiança)

É a garantia mais tradicional. Alguém de confiança, quase sempre com um imóvel quitado, assina o contrato como fiador e se responsabiliza pela dívida se você não pagar. Custo direto: zero. Você não desembolsa nada. O problema é encontrar essa pessoa: nem todo mundo tem um parente ou amigo disposto a comprometer o próprio patrimônio.

Caução

Você deposita um valor como garantia. Na forma mais comum, a caução em dinheiro, a lei limita esse valor a três aluguéis e obriga o depósito em caderneta de poupança. No fim do contrato, o dinheiro volta para você com os rendimentos, se não houver dívidas ou danos. O custo, então, não é o valor em si, e sim deixar três aluguéis parados durante todo o contrato (o chamado custo de oportunidade).

Seguro fiança

Você contrata uma apólice com uma seguradora, que passa a garantir o aluguel para o proprietário. Em troca, paga um prêmio anual, em geral entre 8% e 15% do valor do aluguel de um ano. É a garantia mais fácil de conseguir (não precisa de fiador nem de ter o dinheiro parado), mas o prêmio não volta: é o preço da comodidade.

Como comparar o custo de cada garantia

Para comparar maçã com maçã, a calculadora traz tudo para o mesmo período (o prazo do contrato) e mostra o custo de cada opção:

  • Fiador: R$ 0. Não há desembolso.
  • Caução: o custo de oportunidade dos três aluguéis parados. Estimamos quanto esse dinheiro renderia se estivesse livre, à taxa de referência que você informar (o padrão é a poupança). O valor em si volta para você.
  • Seguro fiança: o prêmio total pago no período. É o aluguel anual vezes o percentual, multiplicado pelos anos do contrato. Esse dinheiro não retorna.

Um exemplo com valores redondos, o mesmo que aparece na ferramenta por padrão: aluguel de R$ 2.000, contrato de 30 meses, seguro fiança a 12% do aluguel anual e rendimento de referência de 6,17% ao ano (poupança):

  • Fiador: R$ 0.
  • Caução: imobiliza R$ 6.000 (três aluguéis), com custo de oportunidade de cerca de R$ 970 no período. Os R$ 6.000 voltam.
  • Seguro fiança: R$ 24.000 de aluguel anual a 12% dá R$ 2.880 por ano; em 30 meses (2,5 anos), R$ 7.200. Não volta.

Ou seja, nesse cenário o seguro fiança custa cerca de sete vezes mais que a caução. Nem sempre é assim: se você não tem os três aluguéis para deixar parados, ou se aplicaria esse dinheiro a uma taxa bem maior, a conta muda. Por isso a ferramenta deixa você ajustar os percentuais.

Fiador, caução e seguro fiança: comparativo rápido

Além do custo, cada garantia tem vantagens e desvantagens práticas. A tabela abaixo resume o que pesa na decisão:

Critério Fiador Caução Seguro fiança
Custo em dinheiro Zero Só o custo de oportunidade 8% a 15% do aluguel/ano
O dinheiro volta? Não há desembolso Sim, com rendimento Não
Precisa de terceiro? Sim, um fiador Não Não
Facilidade de conseguir Difícil Média (precisa ter o valor) Fácil (sujeito à análise)
Dinheiro parado Não Sim, três aluguéis Não

Não existe uma resposta única para todo mundo. Quem tem um fiador de confiança economiza mais. Quem tem os três aluguéis guardados e não faz questão de rentabilizar cada centavo tende a pagar menos com a caução, já que o dinheiro volta. Quem não tem nem fiador nem o valor à mão troca dinheiro por praticidade no seguro fiança.

Caução: a regra dos três aluguéis e a poupança

A caução em dinheiro é cercada de regras claras na Lei do Inquilinato. Pelo artigo 38, a caução em dinheiro não pode exceder o equivalente a três meses de aluguel. Se o proprietário pedir mais do que isso, está descumprindo a lei.

Esse valor deve ser depositado em caderneta de poupança, e a própria lei determina que todos os rendimentos revertam em benefício do locatário na hora de levantar o dinheiro. Na prática, isso significa que a caução não é uma despesa: é um valor seu que fica guardado, rende poupança e volta no fim do contrato, descontados eventuais aluguéis atrasados ou danos ao imóvel. O único custo verdadeiro é ter esse dinheiro parado em vez de estar disponível para outra coisa. É esse custo de oportunidade que a calculadora estima.

Seguro fiança: quanto custa de verdade

O seguro fiança resolve a vida de quem não tem fiador nem quer imobilizar dinheiro, mas cobra por isso. O prêmio anual costuma ficar entre 8% e 15% do valor do aluguel de um ano, dependendo do seu perfil de crédito e da seguradora. Para um aluguel de R$ 2.000 (R$ 24.000 por ano), isso dá algo entre R$ 1.920 e R$ 3.600 por ano.

Dois detalhes importantes: primeiro, o prêmio geralmente é renovado a cada ano do contrato, então em um contrato de 30 meses você paga cerca de duas vezes e meia o prêmio anual. Segundo, esse dinheiro não volta, diferente da caução. Em compensação, muitas apólices cobrem não só o aluguel, mas também contas de água, luz, gás, IPTU e até danos ao imóvel, o que pode justificar o custo para quem valoriza a tranquilidade e a facilidade de aprovação.

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Fontes consultadas

Esta calculadora tem caráter informativo e não substitui a análise de um contrato específico. O custo do seguro fiança varia por seguradora e perfil de crédito, e o custo de oportunidade da caução depende de onde você aplicaria o dinheiro. Confirme os valores com a imobiliária e a seguradora antes de fechar.

Em dinheiro no bolso, o fiador é o mais barato: custo direto zero. O difícil é achar alguém com imóvel quitado disposto a se responsabilizar. Sem fiador, a caução costuma sair mais em conta que o seguro fiança, porque o dinheiro da caução volta para você no fim do contrato, enquanto o prêmio do seguro não.

Pela Lei do Inquilinato (art. 38), a caução em dinheiro não pode passar de três meses de aluguel. Pedir mais é ilegal. Esse valor deve ficar depositado em caderneta de poupança.

Sim. A caução em dinheiro fica em poupança e, no fim do contrato, volta com os rendimentos, se não houver dívidas ou danos. Por isso o custo real da caução é só deixar três aluguéis parados durante o contrato, não o valor em si.

O prêmio anual costuma ficar entre 8% e 15% do aluguel de um ano, conforme o perfil e a seguradora. Um aluguel de R$ 2.000 (R$ 24.000/ano) a 12% dá cerca de R$ 2.880 por ano. Esse valor não é devolvido no fim do contrato.

Não. A lei (art. 37) proíbe, sob pena de nulidade, mais de uma modalidade de garantia no mesmo contrato. Ou é fiador, ou caução, ou seguro fiança, ou cessão fiduciária de cotas, nunca duas juntas.

A lei não exige, mas é a praxe do mercado. A maioria das imobiliárias pede que o fiador tenha ao menos um imóvel quitado na mesma cidade ou região. É isso que torna o fiador barato em dinheiro, porém difícil de conseguir.

Veja também a calculadora de reajuste de aluguel, a calculadora de rescisão de locação, a calculadora de comissão de corretor, a calculadora de ITBI, a calculadora de meta do corretor e todas as calculadoras imobiliárias. Para entender cada garantia a fundo, leia o guia sobre fiador, caução ou seguro fiança.

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